Rua Fernando Febeliano da Costa, nº 1023, Alemães - Piracicaba/SP
Seg - Sex | 09h - 18h
(19) 3371-9718
  1. Home
  2. »
  3. Acontece
  4. »
  5. Impostos
  6. »
  7. STJ, Reforma Tributária e governança fiscal: o novo cenário de risco para empresas endividadas

STJ, Reforma Tributária e governança fiscal: o novo cenário de risco para empresas endividadas

O recente entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ao reconhecer a legitimidade da União para requerer a falência de empresas após a frustração da execução fiscal, representa mais do que um precedente isolado. Trata-se de um sinal claro de transformação na lógica de cobrança do crédito tributário no Brasil.

A decisão insere-se em um contexto mais amplo de sofisticação do Fisco, que passa a utilizar de forma cada vez mais estratégica os instrumentos jurídicos disponíveis para recuperação de valores, inclusive aqueles tradicionalmente associados ao Direito Empresarial.

A Reforma Tributária e o passivo fiscal como risco estrutural

A iminente implementação da Reforma Tributária traz consigo um discurso de simplificação e racionalização do sistema. No entanto, esse movimento não elimina — e tampouco mitiga automaticamente — os passivos fiscais acumulados ao longo dos anos.

Empresas que ingressam nesse novo modelo tributário sem uma leitura precisa de suas contingências:

  • ampliam sua exposição a medidas coercitivas;
  • comprometem sua capacidade de reorganização financeira;
  • enfrentam restrições relevantes em operações societárias e de crédito.

Nesse cenário, a cobrança fiscal deixa de ser apenas um tema operacional e passa a integrar o núcleo da governança corporativa.

Governança fiscal e responsabilidade da alta administração
O reconhecimento da possibilidade de pedido de falência pelo próprio Fisco reforça a necessidade de uma atuação preventiva e estruturada por parte das empresas e de seus administradores.

Governança fiscal, hoje, envolve:

  • mapeamento contínuo de riscos tributários;
  • avaliação estratégica do passivo fiscal;
  • integração entre áreas jurídica, financeira e decisória;
  • adoção de soluções legítimas e juridicamente seguras para equacionamento de dívidas.

Importante destacar que, na prática empresarial, o endividamento fiscal frequentemente decorre de crises econômicas, retrações de mercado ou inadimplemento de terceiros, e não de condutas dolosas. Ainda assim, a resposta jurídica do Estado tende a ser cada vez mais objetiva e rigorosa.

Conclusão
A decisão do STJ evidencia que a inércia deixou de ser uma opção viável para empresas com passivos fiscais relevantes. Em um ambiente de Reforma Tributária, juros elevados e fiscalização intensificada, a adoção de estratégias de governança fiscal se consolida como elemento essencial para a preservação da atividade empresarial.

Mais do que reagir a medidas de cobrança, o desafio atual das empresas está em antecipar riscos, estruturar soluções e garantir segurança jurídica em um cenário de profundas transformações.

Escrito por Felipe Franchi Felipe Franchi é sócio do RFC Advogados, responsável pela gestão do escritório e pela condução da área Cível, com mais de 15 anos de atuação na área...
Cadastre o seu e-mail
em nossa Newsletter
E fique por dentro das notícias e novidades
Ranking Advocacia Regional 2024 Ranking Advocacia Regional 2023 Ranking Advocacia Regional 2022 Ranking Advocacia Regional 2021 Considerado um dos escritórios de advocacia mais admirados do interior de São Paulo por 4 anos consecutivos.
RFC Advogados
Rua Fernando Febeliano da Costa, nº 1023, Alemães - Piracicaba/SP
R. Capitão Antônio Rosa, nº 409, 2º andar, Pinheiros - São Paulo/SP
Seg - Sex | 09h - 18h
(19) 3371-9718
RFC Advogados 2024 - Todos os direitos reservados Desenvolvido por kazor
Este site utiliza cookies para fornecer uma melhor experiência para seus usuários. Ao continuar navegando neste site, você declara estar ciente e aceitar nossa política de privacidade. Concordar e fechar